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Objetivo
A utilização do transplante autólogo de condrócitos para o tratamento de lesões condrais do côndilo femoral tem sido amplamente divulgada em países da Europa, nos Estados Unidos e mais recentemente no Brasil. Trabalhos publicados anteriormente permitiram assegurar a realização deste procedimento, que reúne técnica cirúrgica específica e desenvolvimento biotecnológico, no nosso país. Os primeiros resultados demonstraram a ausência de intercorrências pós-operatórias imediatas. O presente trabalho tem como objetivo apresentar os resultados do acompanhamento dos primeiros casos de transplante autólogo de condrócitos no Brasil.
Material e Métodos
Duas pacientes de 36 e 40 anos, do sexo feminino, foram submetidas ao transplante autólogo de condrócitos para o tratamento de lesões condrais do côndilo femoral. As duas pacientes foram submetidas a uma artroscopia após a cirurgia de transplante, com 24 semanas e 36 semanas respectivamente.
Resultados
Nas duas artroscopias realizadas foi observada a integração do periósteo na superfície condral, mas o tecido cartilaginoso em formação abaixo do periósteo não apresentava a consistência característica, aproximando-se de condromalácea grau I. Este fato deve-se a regeneração ainda incompleta do tecido condral em 36 semanas. No seguimento imaginológico com 12 meses foi observada a formação de tecido condral em toda a profundidade da lesão. As duas pacientes apresentaram melhora nos parâmetros de qualidade de vida de acordo com o questionário Lyshlom SF-36.
Conclusão
Podemos concluir que o transplante autólogo de condrócitos tem se mostrado uma técnica segura e eficaz para o tratamento de lesões condrais do côndilo femoral até o momento.
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